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quarta-feira, 16 de julho de 2014

MESEMBRIA E O LORDE BALBINO VERNAL

Esquecidas, porém fortificadas, Mesembria é um dos lugares mais bem protegidos do norte Zíngaro, quase se assemelhando a um grande Forte. Seus muros são espessos e bem vigiados, e seu poderio militar é composto por mais de 400 mercenários Gunderlandeses contratados. Devido a má localização da cidadela (noroeste das montanhas de Hispan), cuja encosta ao seus pés dá diretamente nas selvas Pictas, e a personalidade doentia de seu governante, Mesembria é um lugar quase ignorado pela capital, e pelas outras civilizações do norte Zíngaro (seus vizinhos). A fortificada e bem protegida cidadela incrustada nas montanhas, se localiza a três dias de Attasia, e tem como representante o lorde comandante Balbino Vernal.

Balbino Vernal, que herdou aquelas terras de seu pai, é um homem sujo, mas muito admirado por seus mercenários, como comandante. Apesar do estado espurco e depredado dos muros e construções de Mesembria, Vernal se mostra orgulhoso ao declarar-se senhor, não só do que foi herdado de seu pai, como das minas de cobre que se espalham a 10 milhas pelas montanhas, ao redor da cidadela. Com a morte do rei, passou a explorar ainda mais os “seus domínios”, exportando cobre para a Aquilônia e até mesmo para as terras Pictas. É um homem velho, gordo, de pele mole e caída, severo, arrogante e de hábitos repulsivos, que justificam o afastamento de seus “irmãos” do norte Zíngaro.

“-Vernal de Mesembria é o cão mais louco que já habitou estas montanhas! Costumam dizer que seu pênis nunca foi visto, pois sempre está escondido no rabo de uma criança. Não o considero um inimigo, mas os olhos de Mitra se fecharam para aquelas terras.” _Syrion de Ravenna


sábado, 5 de julho de 2014

Background - Balthus Valerus

Background de Balthus Valerus
Nascido em: Sul da Aquilônia (Cidade de Hystria)



Duzentos anos de torturas e massacres, esse é o resumo da família Valerus. Familia de origem nobre, sempre lembrada por sua devoção e dedicação ao governo, e da forma cruel com que exercia as ordens dadas pelo rei. Dion foi o grande patriarca da família Valerus, conquistando terras e escravos com sua servidão ao governo, fazendo o serviço sujo e sanguinário ordenado pelo rei.

No ano de 1143, na cidade de Hystria, nasce Balthus Valerus, filho de Dion Valerus e Mirela Valerus. Balthus cresceu sendo pressionado a herdar o posto de seu pai, como filho mais velho de Dion, seu pai exigia rigorosamente horas de estudos e treinos sobre a arte da guerra. Aos 10 anos, Balthus foi iniciado como cavalariço de seu pai, para que pudesse ter mais contatos com soldados e pudesse ver de perto seu pai em ação.

Dion Valerus é comandante das tropas de Hystria. Conhecido como O Torturador, Dion é temido por sua perversidade e sua forma de punir escravos e traidores do Rei Vilerus. Dion sempre forçou Balthus a testemunhar os horrores da guerra e da tortura, mostrando como punir aqueles que se rebelam ao rei. Balthus sempre ouvira de seu pai que a melhor forma de manter a ordem é através do medo e da tirania. Balthus discordava plenamente disso, porém, nunca desviou o olhar ou mostrou fraqueza perante as torturas e matanças realizadas por Dion.

Aos 14 anos, chegara a hora do batismo de Balthus, um costume criado por Dion para ensinar aos seus filhos que não deve haver fraqueza para com seus subalternos e inimigos. Um costume cruel, onde um escravo era torturado até a morte. Quanto mais à tortura durasse e quanto mais o escravo sofresse e gritasse, maior seria o reconhecimento do rapaz na família. Balthus sempre temeu o batismo, ele nunca aceitou esse costume, o rapaz sempre teve afeição pelos escravos e servos de seu pai.

Como mandava a tradição, Dion reuniu todos os homens da família Valerus. Era uma noite quente e abafada, Balthus tremia e suava perante todos aqueles olhares, mas um olhar em especial fazia gelar sua espinha. Seu pai o fulminava, parecia reconhecer o seu medo e a compaixão que existia dentro do rapaz. Balthus avistou o homem negro amarrado no pátio de cerimônia do casarão de sua família, o mesmo homem que o viu crescer e lhe ensinou muitas coisas sobre a natureza, era chamado de Kiziah. Kiziah tinha um filho com a mesma idade de Balthus, com quem dividiu alguns momentos na infância no pouco tempo que conseguia fugir dos olhos do pai. Ao olhar para seu pai, Balthus decidiu que não iria fazer aquilo, que iria enfrentá-lo.

Dion, sentindo-se humilhado, amarrou seu filho ao lado do escravo e açoitou-o até que desmaiasse e depois o acordou com um banho de água e sal. Negando novamente, Balthus foi torturado pela noite.

- Siga em frente garoto, faça o que tem que fazer. Por que sofre tanto por um escravo como eu? _Indagou o Kiziah.

- Por que não é justo o que minha família faz, não aceitarei isso. _Respondeu Balthus.

- Não será assim que irá conseguir mudar o rumo que sua família segue. Não será a escolha mais sábia. Vá em frente rapaz, faça isso. Só lhe peço uma coisa, peço para que torne minha família livre.

Balthus tomou coragem e fez o que deveria ser feito, porém, não torturou o homem, foi mais rápido do que seu pai esperava e matou o homem de uma forma misericordiosa. Balthus ficou preso por dois meses devido a isso. Dion passou a negar a existência do filho e o fez seguir seu caminho. Balthus não desistiu de ser um soldado, amava ser um combatente, mas não seguiria os passos de sua família.

Aos 18 anos, ele tornou-se soldado. Sua habilidade e inteligência para o combate eram reconhecidas pelo comandante Hagar Hadrathus, que o apadrinhou e lhe ensinou algumas formas de combate. Balthus passou dois anos sob o seu comando, aprendendo tudo o que podia no menor tempo possível e fazendo contatos para cumprir a promessa que foi feita a Kiziah, ele estava determinado a mudar tudo aquilo que seu pai praticava.

Era uma noite quente, o suor escorria por dentro da armadura de Balthus, os mosquitos aquela noite eram implacáveis, seu turno parecia não ter fim. Um barulho fez com que o soldado sacasse sua espada, sua visão não conseguia discernir o que acontecia na escuridão, algo se arrastava pelo matagal, seus olhos finalmente enxergaram o homem negro, caído, ferido em meio ao mato, sua boca escorria sangue, seus olhos demonstravam dor e ódio. Um homem montado aproximou-se, sua voz era familiar, era o capataz de seu pai, um homem branco, alto, seus braços eram grossos como um tronco de árvore. Na cintura portava um chicote e uma espada longa, sua voz ecoou pela noite, como um trovão em uma noite tempestuosa.

- Não toque neste negro imundo Balthus, ele pertence ao seu pai. É só mais um monte de estrume tentando fugir. _Disse o capataz.

- Aqui você não tem voz homem, perdeu a sanidade? Está falando com um soldado e a escravidão é proibida nessas terras, meu pai não irá ficar impune por muito tempo, eu irei acabar com isso.

O homem riu, sacou o chicote e laçou o pescoço do negro. Balthus imediatamente cortou o chicote com sua espada, tomando a frente e protegendo o escravo com seu escudo. O combate teve inicio, o capataz de seu pai era extremamente forte, saltou do cavalo em cima de Balthus, por pouco o soldado não foi atingido. Balthus rolou para o lado, ficando de pé e contra atacando, aço contra aço. O capataz fintou Balthus, cortando sua perna e desarmando o soldado. A dor era gritante, o suor escorria nos olhos do soldado, ele estava acuado, o capataz se aproximou, deferindo golpes contra o escudo de Balthus, o soldado veio ao chão e quando o capataz iria desferir o golpe de misericórdia, o homem negro o atinge na cabeça fazendo-o vir ao chão. Balthus tateia o chão até encontrar sua espada, levantando-se para tornar-se a se defender, mas de forma espantosa o homem negro grita e golpeia a cabeça do capataz mais três vezes em uma fúria jamais vista pelo soldado. O capataz estava morto.

O homem negro cai ao chão exausto e ferido, o soldado volta suas atenções agora para o escravo, pegando-o pelo braço e o carregando até seus aposentos. Naquela noite Balthus foi procurar Hagar, para lhe informar o ocorrido, Hagar mesmo contra as atitudes de Dion, sabia que manter o negro ali seria um problema grave. Balthus tratou de esconder o negro e tratá-lo, ele viu que aquele homem teria força e espírito fortes o suficiente para lhe ajudar em seu propósito.

Akuji, esse era o nome do escravo. Balthus viu naquele homem a chance de por em pratica seu plano, ele era exatamente o que o soldado precisava, sua esperança de limpar o nome de sua família e se redimir perante Mitra agora eram reais.

Dois meses se passaram, era uma madrugada quente, Balthus rodeava as terras do pai ao lado de Akuji, o plano de Balthus era posto em prática. Aproveitando que Dion estava longe a serviço de Attelius, Akuji e Balthus entraram silenciosamente, renderam e desarmaram todos os guardas do pai, Akuji era silencioso e forte, um a um os homens eram pegos desprevenidos, rendidos e desacordados. Balthus foi até onde os escravos ficavam presos e os libertaram, silenciosamente os escravos iam fugindo das terras de Dion. Depois de amarrar todos os homens do pai no seleiro, estavam prontos para fugir.

Balthus separou os dois melhores cavalos de seu pai, a viagem seria longa pois depois do que ocorreu ali, ele sabia que não poderia mais ficar naquelas terras, sabia que seria caçado pelo seu pai.

- Homem, não precisa vir comigo, mas sabe que se ficar por aqui será morto. _Disse Balthus a Akuji.

- Não tenho para onde ir e te devo minha vida. Preciso só que me prometa algo, você me ajudará a recuperar minha família.

- Farei o possível para que isso aconteça Akuji e você não me deve nada, você é um homem livre, pode partir quando quiser.

Nascia ali uma amizade inabalável. Os dois seguiram a cavalo ao lado dos escravos até que eles se afastassem das terras de Dion e estivessem mais seguros.

Antes de por o plano em prática, Balthus deixara uma carta a Hagar contando seu plano e mostrando para seu comandante que voltaria e limparia o nome de sua família, que acabaria com os planos do pai e faria de tudo para descobrir o que acontecia naquelas terras. Em nome de Mitra e em nome do Rei da Aquilonia, ele afirmou que faria o certo e deixou claro que precisaria de Hagar em sua volta.

Balthus deixou para trás todos os seus medos e a partir daquele dia se tornara um novo homem, um homem disposto a tudo para honrar seus ancestrais, honrar a Mitra e principalmente a Aquilonia. Ele voltará para a Aquilônia e nesse dia reconquistará tudo que é seu por direito e se tornará conhecido e respeitado, a Aquilonia é a sua pátria, o lugar que ama, ele não deixará que seu nome seja manchado pelo homem que mais odeia, seu pai.

Background - Turdal

TURDAL Nascido em: Attalus (Aquilonia)

Nascido em Áttalus (uma província ao norte da Aquilonia), órfão de seus pais verdadeiros, Turdal desconhece até seu sobrenome. Fora levado por uma velha , vivente dos becos na grande capital da província de Attalus, para não morrer sem ao menos vivenciar as 4 estações do tempo; a velha senhora a qual chamava de mãe morrera em alguns anos deixando-o mais uma vez só um fato que o deixou com um vazio o levando a trilhar em caminhos distantes de seu passado. Em sua infância para sua sobrevivência cometeu delitos roubando comida, e, com seu crescimento e amadurecimento, conhecera os irmãos Auran e Arius, e Dammibia formando um bando de ladrões que atuam nas províncias a oeste da Aquilonia. Nunca fora muito apegada a senhora que o criou, apesar de nutrir certos sentimentos em seu intimo. No entanto, possui um grande apreço por seus novos companheiros (talvez não tanto por Auran, o líder do bando). Atualmente, contratados por um mercante da Aquilonia Central, Turdal e seus companheiros roubaram uma relíquia Picta. Oro-Numath, a máscara das feras está sob a posse destes, que sequer conhecem o valor que ela possui para os demônios pintados. Eventos vindouros preparam para Turdal mais provações do que tivera que passar por toda a sua vida monótona, porém, sofrida.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

CAMPANHA de D&D Next Edition

Fui convidado para, enfim, jogar uma CAMPANHA de D&D Next Edition (5th), ambientada no saudoso cenário de Forgotten Realms (mais precisamente, na Costa da Espada). Respondi o generoso convite, criando o background do meu personagem! Um guerreiro covarde e egoísta, por que não? Vamos ver se essa desconstrução de esterótipo vai funcionar no roleplay... Hahaha

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Background- Ellen Daros

Esse desenhou a própria personagem, e ficou foda!
Segue mais um BG abaixo...


(...)

Nome: Ellen Daros
Idade: 21 Anos

Background- Arcadio de Valenso

Mais um BG do Conan RPG teste. Dessa vez conta a história de Arcadio, um nobre do norte da Zíngara. Tirando o esforço considerável para rejuvenescer o personagem Geralt no photoshop (hahaha), o BG ficou excelente. Segue abaixo.

(...)

Nome: Arcadio de Valenso
Idade: 24
Nascido em: Condado de Attasia; Norte da Zíngara

Na promissora Zíngara, banhando ante a sagrada espada real, a alma dos soldados da Irmandade Escarlate (exército pessoal do rei) que norteia seu destino através dos passos de seu rei trazendo à luz a sua sombra, onde seu pai se destacou como nobre e amigo pessoal do Rei Oliviero, Devante de Valenso (seu pai) constrói o berço sob os pés das enormes colinas de Attasia onde nascera Arcádio. Herdando não somente o Valenso em sua escritura, mas também futuramente o condado fronteiriço com o reino dos Pictos.

Background- Zafar Haytham

E os background da campanha teste do Conan RPG já começaram a chegar no meu e-mail. Jogadores dedicados e estudando bem o cenário antes de começarem a criar... Gostei de ver!
Os disponibilizarei aqui pra vocês, começando pelo Zafar... Segue abaixo.

(...)

Nome: Zafar Haytham
Idade: 25 anos
Local de Nascimento: Asgalun; Província da Pelishtia (Shem)