Os ventos uivavam naquela noite de primavera mais fria do que qualquer outra noite do último inverno. Apesar disso, não havia nuvens; o céu era um fundo negro pontilhado de estrelas cintilantes. Ravenna se resguardava na escuridão, enquanto os soldados se reuniam do lado de fora da aldeia – mais de 300 soldados Zíngaros e Gunderlandeses, trajados a aço e couro, com suas expressões carrancudas delineadas pela luz avermelhada das fogueiras nos acampamentos mercenários. Todos os olhares convergiam para os vales a leste, que terminavam em pequenas florestas de pinheiros aos pés das montanhas de Hispan, abrigando as trilhas que levavam ao Condado de Attasia. Baal assumia a linha de frente; o nobre mutilado estava imóvel como uma estátua, com seu elmo em mãos e a capa esvoaçante. Apenas o crepitar das fogueiras que oscilavam entre as fortes ventanias era ouvido. O vale estava silencioso e escuro, como a morte.
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sábado, 31 de janeiro de 2015
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
UM TERRENO FÉRTIL PARA A DECADÊNCIA
Agitação e fumaça preenchiam aquele fragmento específico da praia ao Sul de Sergovia. Prostitutas e vagabundos vindos de diversas cidades costeiras – cuja nacionalidade nenhuma nação reivindicaria –, trajados de acordo com a moda entre os piratas, sentavam-se em almofadas e tendas espalhadas pelo grande espaço fumarento. Mulheres de longas e torneadas pernas dançavam para piratas de rostos esguios, que davam risadas de todos os tons. Cheiro de vinho, cerveja e suor misturando-se; Este era o sabor da fumaça de um lugar sórdido, em uma época de profunda decadência. Apesar disso, atraente como a última festa antes do último dia do mundo.
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
O CRIA DO DEMÔNIO
Ivanos repousava de forma despojada em sua cadeira, com as pernas apoiadas sobre a mesa desorganizada. Ao seu lado, Viriathos estava de pé como uma estátua, encarando fixamente Turdal, acanhado do outro lado da mesa. Rompendo a calmaria, apenas o vozerio dos homens que trabalhavam nos cordames e o som das ondas espumadas se chocando contra o casco rígido da embarcação. Através da gelosia, via-se nuvens volumosas vagando lentamente pela vastidão tingida de diferentes tons de azul. A luz desbotada de alvorada delineava a face fechada do capitão.
-Mandou me chamar? _A voz de Turdal exprimia o medo.
-Quem você era você, antes de subir a bordo? _Ivanos alisava seu espesso bigode com o indicador e o polegar, com ambos os cotovelos apoiados nos braços da cadeira. Pensativo, Turdal engoliu saliva. Não sabia o que suas respostas poderiam desencadear. Tinha muita confiança para mentir olhando nos olhos das pessoas, mas não daquele homem. Em seu navio Ivanos estava acima de qualquer um, tal como um rei está para seu reino. Turdal não mentiria para um rei. Turdal não mentiria para Ivanos...
-Eu fui em terra a mesma coisa que vocês são em mar, capitão.
-Dispensemos formalidades. Por enquanto, me chame de Ivanos. _O capitão sinalizou para Viriathos, que imediatamente desamarrou um coldre de couro de sua cintura e serviu um vinho avermelhado numa taça de prata, em pé sobre a mesa. Ivanos se apossou da taça e a levou a boca, umedecendo sua garganta seca com o líquido adocicado. Enxugou o bigode com os dedos e devolveu a taça à mesa. –Quer dizer que era um assassino, inescrupuloso e degenerado? _Viriathos sorriu ao conter uma risada.
-Ladrão e ganancioso também! _O capitão se surpreendeu com a resposta, e seus olhos acusaram tal surpresa como um soco na boca do estômago. Turdal conseguiu desarmá-lo, traçando rugas em seu rosto, que se abriu num expressivo sorriso. Aproveitou a guarda aberta para prosseguir. –Mas, por que o interesse em meu passado?
-Você tem seguido minhas ordens tão fielmente quanto um cão. Calisto fez elogio sobre seu desempenho nas vergas, você conseguiu avistar o galé Argosseano da cesta na gávea, enquanto todos bebiam, capturou Crispus, o torturou e arrancou cada resposta que eu precisava. No entanto, mais do que qualquer coisa, algo me chamou a atenção. _Turdal conteve o entusiasmo, mantendo-se calado para que pudesse terminar de ouvir seu capitão. –Viriathos é como uma águia, quando está sobre os mastaréus. Quando não estou por perto, ele é meus olhos. Nada! Entende, garoto? Nada acontece, sem que ele perceba. _O ladrão apenas respirou fundo enquanto concordava com a cabeça. –E ele me disse que você foi o que mais matou a bordo de nossa presa. Disse que você é sujo, mas que degolava soldados como galinhas. Isso é verdade?
-Sinceramente eu não sei quantos matei, mas confesso que não sou o mais honrado dos homens em combate. _Turdal refletiu o sorriso.
-Honra? Não é o que procuro em meus homens! Balthus era honrado, e agora ele alimenta os peixes. _Lentamente, o sorriso de Turdal se desmanchou. –De qualquer forma, falei isso tudo para justificar um convite. Um convite cuja recusa eu considerarei um insulto... _ Uma brisa agradável soprou por entre a gelosia, acariciando seu rosto e tocando seu cabelo desgrenhado. -Gostaria de ser meu aprendiz? _O ladrão se agarrou nos braços da cadeira com intensidade e arregalou os olhos diante da oportunidade que pairava em sua frente.
-Claro, c-claro... Sem dúvidas, capit... Ivanos! Seria um privilégio. Não o decepcionarei, juro... _Turdal corou e sentiu seu rosto aquecer.
-Ora, garoto! Não me entedie com tanto agradecimento. Viriathos, sirva mais uma taça. Temos um brinde a fazer!
-Mandou me chamar? _A voz de Turdal exprimia o medo.
-Quem você era você, antes de subir a bordo? _Ivanos alisava seu espesso bigode com o indicador e o polegar, com ambos os cotovelos apoiados nos braços da cadeira. Pensativo, Turdal engoliu saliva. Não sabia o que suas respostas poderiam desencadear. Tinha muita confiança para mentir olhando nos olhos das pessoas, mas não daquele homem. Em seu navio Ivanos estava acima de qualquer um, tal como um rei está para seu reino. Turdal não mentiria para um rei. Turdal não mentiria para Ivanos...
-Eu fui em terra a mesma coisa que vocês são em mar, capitão.
-Dispensemos formalidades. Por enquanto, me chame de Ivanos. _O capitão sinalizou para Viriathos, que imediatamente desamarrou um coldre de couro de sua cintura e serviu um vinho avermelhado numa taça de prata, em pé sobre a mesa. Ivanos se apossou da taça e a levou a boca, umedecendo sua garganta seca com o líquido adocicado. Enxugou o bigode com os dedos e devolveu a taça à mesa. –Quer dizer que era um assassino, inescrupuloso e degenerado? _Viriathos sorriu ao conter uma risada.
-Ladrão e ganancioso também! _O capitão se surpreendeu com a resposta, e seus olhos acusaram tal surpresa como um soco na boca do estômago. Turdal conseguiu desarmá-lo, traçando rugas em seu rosto, que se abriu num expressivo sorriso. Aproveitou a guarda aberta para prosseguir. –Mas, por que o interesse em meu passado?
-Você tem seguido minhas ordens tão fielmente quanto um cão. Calisto fez elogio sobre seu desempenho nas vergas, você conseguiu avistar o galé Argosseano da cesta na gávea, enquanto todos bebiam, capturou Crispus, o torturou e arrancou cada resposta que eu precisava. No entanto, mais do que qualquer coisa, algo me chamou a atenção. _Turdal conteve o entusiasmo, mantendo-se calado para que pudesse terminar de ouvir seu capitão. –Viriathos é como uma águia, quando está sobre os mastaréus. Quando não estou por perto, ele é meus olhos. Nada! Entende, garoto? Nada acontece, sem que ele perceba. _O ladrão apenas respirou fundo enquanto concordava com a cabeça. –E ele me disse que você foi o que mais matou a bordo de nossa presa. Disse que você é sujo, mas que degolava soldados como galinhas. Isso é verdade?
-Sinceramente eu não sei quantos matei, mas confesso que não sou o mais honrado dos homens em combate. _Turdal refletiu o sorriso.
-Honra? Não é o que procuro em meus homens! Balthus era honrado, e agora ele alimenta os peixes. _Lentamente, o sorriso de Turdal se desmanchou. –De qualquer forma, falei isso tudo para justificar um convite. Um convite cuja recusa eu considerarei um insulto... _ Uma brisa agradável soprou por entre a gelosia, acariciando seu rosto e tocando seu cabelo desgrenhado. -Gostaria de ser meu aprendiz? _O ladrão se agarrou nos braços da cadeira com intensidade e arregalou os olhos diante da oportunidade que pairava em sua frente.
-Claro, c-claro... Sem dúvidas, capit... Ivanos! Seria um privilégio. Não o decepcionarei, juro... _Turdal corou e sentiu seu rosto aquecer.
-Ora, garoto! Não me entedie com tanto agradecimento. Viriathos, sirva mais uma taça. Temos um brinde a fazer!
terça-feira, 18 de novembro de 2014
"THERON DE SERGÓVIA"
Uma gota de suor escorria pela face tisnada de Avaro. Sobre os cabelos umedecidos, o elmo de aço reluzia o sol que se estabelecia inerte sobre a grande embarcação. Agarrava firmemente a lança e o escudo, tentando ignorar os gritos dos homens que se aglomeravam ao redor - Diferentes tons de peles castigadas pelo sol, feições aquilinas e caucasianas em faces carrancudas, os marujos clamavam por sangue. Avaro olhou pra cima e observou sete homens, trepados nos cordames e nos mastaréus, aguardando a contenda, como macacos em galhos. Um cheiro de suor velho pairava no ar e o balançar do navio era nauseante. Manteve-se firme até seu oponente chegar e só percebeu sua aproximação ao observar os piratas trocando empurrões. Uma cotovelada tirou um magricelo escorbuto do caminho, e por cima do corpo que jazia desajeitado, ele surgiu;
terça-feira, 14 de outubro de 2014
NASCIDO PARA A LÂMINA
Aquele foi um ano em que o frio do outono se igualou ao do inverno. O vento álgido da morte zumbia aos sopros nos vales do norte Zíngaro. Já fazia um mês desde que as batalhas campais mais brutais que aquela terra já presenciara, manchavam a vastidão fértil a nordeste de Ravenna. Paredes de escudos Zíngaros bloqueavam a forte investida Poitainiana pela disputa de acres e mais acres de planícies. Contudo, perdido em um pensamento alheio a toda desolação que o cercava, um jovem fixava o olhar vazio na pequena piscina esverdeada do jardim de Attasia; um pequeno punhado de grama verde e flores vivas em meio à palidez sórdida da guerra. Mais uma fria manhã outonal para todos os Attasianos, mas um dia precípuo para Arcadio, o filho do Conde Valenso. O último dia de uma infância desprendida de quaisquer preocupações, que não fossem sujar suas túnicas novas enquanto brincava nos campos do Conde. Soube que seria enviado para capital há meses, mas não proferiu uma só palavra a seu pai. Não queria expor seu medo a um homem que parecia não conhecer tal palavra, no entanto, guardá-lo para si o corroía por dentro. Estaria Mitra testando suas capacidades?
domingo, 14 de setembro de 2014
A JOIA DO SUL
Tema
Acima da colina, sob uma árvore retorcida, a comitiva finalmente avistara os vastos campos de trigo que levavam as muralhas de Jerida. O sol emergia de trás dos montes naquela alvorada de primavera, tornando os campos dourados. Arpello, que assumia a posição de cocheiro, colocou ambas as mãos sobre as coxas, projetando o peito pra frente, e respirou fundo.
Acima da colina, sob uma árvore retorcida, a comitiva finalmente avistara os vastos campos de trigo que levavam as muralhas de Jerida. O sol emergia de trás dos montes naquela alvorada de primavera, tornando os campos dourados. Arpello, que assumia a posição de cocheiro, colocou ambas as mãos sobre as coxas, projetando o peito pra frente, e respirou fundo.
sábado, 26 de julho de 2014
THOG, O ANCIÃO
Uma das criaturas mais legais do universo Hiboriano. Ela tem todo um conceito oculto e inominável do Lovecraft, que é uma das coisas que mais me atrai no horror. Se quiserem se informar melhor sobre Thog, procurem o conto do Robert E. Howard chamado "Xuthal do Crepúsculo", ou a décima HQ da Espada Selvagem de Conan, cujo título é "A Sombra no Palácio da Morte".
sábado, 12 de julho de 2014
OS CAMPOS DOURADOS DE POITAIN
Ceninha da sessão de ontem para hoje. O Roleplay rendeu na madrugada!
(...)
OS CAMPOS DOURADOS DE POITAIN
Tema: http://migre.me/kpWj2
O sol avermelhado do fim da tarde, que lutava para cortar as nuvens carregadas de inverno, já estava prestes a se resguardar atrás dos montes que delineavam o horizonte. Seu extenso brilho banhava intensamente o vasto campo, cuja grama pálida parecia o absorver, reluzindo de forma vívida. Elen e Akuji manifestavam um sorriso evidente, enquanto viravam as cabeças, para observar o grande deserto dourado, que se alongava por todos os lados. Tão abismados com a tamanha grandiosidade daquele lugar, demoraram a notar que Balthus não partilhava de tanto entusiasmo. O soldado, montado em seu cavalo cansado, apenas seguia de forma lenta, fitando os montes distantes. Akuji, que percebera a aflição do amigo, colocou lentamente seu cavalo ao lado, e quebrou o leve som do vento que soprava na grama, com sua voz grave e tímida.
-Está bem, meu amigo?
-Não tanto quanto gostaria. _Por mais que, assim como seus companheiros, nunca tivesse estado ali antes, aquele lugar trazia lembranças tristes para o soldado.
Akuji apenas se calou, encarando-o. Balthus o conhecia bem, sabia que ele não iria além nas perguntas, por mais que fosse de sua vontade saber as respostas. Portanto, deixou que o silêncio se tornasse breve, para então prosseguir...
-Quando era um garoto, e recebia aulas de escrita no templo de Mitra, em Hystria, eu cheguei a ter bons momentos com meu pai. Por mais duro e cruel que possa ter sido, ele me concedeu um dos meus maiores tesouros, minha fé. Todas as escolhas que fiz na vida, inclusive te libertar, eu fiz me apoiando nas palavras de Mitra. Elas me forjaram, Akuji. Me fizeram quem sou...
-Então? _Akuji não conteve sua curiosidade.
-Durante esse período, ele sempre me falou destes campos. Sua beleza, seu perfume e sua força que resiste aos séculos. A maior prova de que nosso senhor existe e vigia nossos passos. Este lugar foi descrito a mim como um pedaço do paraíso para o qual serei enviado, ao fim de meu tempo. E eu o visitei tantas vezes em meus sonhos, que até o cheiro me é familiar. Meu pai me trazer aqui um dia; Dizia que estes campos sobreviveriam às guerras, e que me traria aqui, para conhecer os moldes perfeitos, feitos pelas mãos de Mitra... _Balthus se calou por um tempo, e então prosseguiu. –E eu estou aqui, mas não ao lado de meu pai, e sim fugindo dele.
O silêncio novamente se instaurou, até ser quebrado por Elen
.
-Bem ou mal, ele lhe trouxe aqui. _Intrometeu-se a jovem, ironizando o fato de que os três só estavam percorrendo aquelas terras, para fugir dos soldados do Comandante Dion, pai de Balthus.
Balthus esboçou um leve sorriso entreolhando seus companheiros. Akuji, de cima de seu cavalo, bateu firme no ombro do soldado e o apertou, como um sinal de respeito a sua dor.
-Se acredita realmente na existência de seu Deus, meu amigo, não deixe que seus problemas se coloquem sobre suas costas em um momento como este.
Apoiando-se nas palavras de seus companheiros, para tentar se erguer, Balthus agradeceu a ambos, não só pelo que disseram, mas por estarem ao seu lado. Os três continuaram a guiar suas montarias rumo ao sol, que refulgia sobre a vasta planície; as mais belas daquela grande província, que acabariam por ceder lugar as mais nefastas. Um imenso campo infértil e degradado pela morte, que contrastava com aquele paraíso perdido, se escondia atrás dos montes longínquos.
(...)
NOTA: Os campos dourados de Poitain, também conhecido como campos sagrados, é uma das maiores belezas da província, ou talvez da inteira Aquilonia. Reza a lenda que Epemitreus, o antigo profeta de Mitra, abençoou aqueles vastos campos durante seu tempo, e que isso os tornaram belos e férteis por toda a eternidade. No entanto, aquela beleza natural também trouxe desgraça, pois acabou se tornando o principal motivo de uma guerra que quase dilacerou aquelas terras. Os campos foram reclamados como território Zíngaro há algumas décadas atrás, e uma guerra campal teve início, onde a Zíngara, mesmo com a vitória, acabou abrindo mão das terras. Os belos campos férteis foram divididos - O trecho sul, onde a guerra se instaurou, ficou conhecido como o canto dos crânios, marcando a fronteira norte da Zíngara. Enquanto o trecho norte, intocado pela guerra, preserva sua beleza, que fora poupada pelo avanço Zíngaro.
(...)
OS CAMPOS DOURADOS DE POITAIN
Tema: http://migre.me/kpWj2
O sol avermelhado do fim da tarde, que lutava para cortar as nuvens carregadas de inverno, já estava prestes a se resguardar atrás dos montes que delineavam o horizonte. Seu extenso brilho banhava intensamente o vasto campo, cuja grama pálida parecia o absorver, reluzindo de forma vívida. Elen e Akuji manifestavam um sorriso evidente, enquanto viravam as cabeças, para observar o grande deserto dourado, que se alongava por todos os lados. Tão abismados com a tamanha grandiosidade daquele lugar, demoraram a notar que Balthus não partilhava de tanto entusiasmo. O soldado, montado em seu cavalo cansado, apenas seguia de forma lenta, fitando os montes distantes. Akuji, que percebera a aflição do amigo, colocou lentamente seu cavalo ao lado, e quebrou o leve som do vento que soprava na grama, com sua voz grave e tímida.
-Está bem, meu amigo?
-Não tanto quanto gostaria. _Por mais que, assim como seus companheiros, nunca tivesse estado ali antes, aquele lugar trazia lembranças tristes para o soldado.
Akuji apenas se calou, encarando-o. Balthus o conhecia bem, sabia que ele não iria além nas perguntas, por mais que fosse de sua vontade saber as respostas. Portanto, deixou que o silêncio se tornasse breve, para então prosseguir...
-Quando era um garoto, e recebia aulas de escrita no templo de Mitra, em Hystria, eu cheguei a ter bons momentos com meu pai. Por mais duro e cruel que possa ter sido, ele me concedeu um dos meus maiores tesouros, minha fé. Todas as escolhas que fiz na vida, inclusive te libertar, eu fiz me apoiando nas palavras de Mitra. Elas me forjaram, Akuji. Me fizeram quem sou...
-Então? _Akuji não conteve sua curiosidade.
-Durante esse período, ele sempre me falou destes campos. Sua beleza, seu perfume e sua força que resiste aos séculos. A maior prova de que nosso senhor existe e vigia nossos passos. Este lugar foi descrito a mim como um pedaço do paraíso para o qual serei enviado, ao fim de meu tempo. E eu o visitei tantas vezes em meus sonhos, que até o cheiro me é familiar. Meu pai me trazer aqui um dia; Dizia que estes campos sobreviveriam às guerras, e que me traria aqui, para conhecer os moldes perfeitos, feitos pelas mãos de Mitra... _Balthus se calou por um tempo, e então prosseguiu. –E eu estou aqui, mas não ao lado de meu pai, e sim fugindo dele.
O silêncio novamente se instaurou, até ser quebrado por Elen
.
-Bem ou mal, ele lhe trouxe aqui. _Intrometeu-se a jovem, ironizando o fato de que os três só estavam percorrendo aquelas terras, para fugir dos soldados do Comandante Dion, pai de Balthus.
Balthus esboçou um leve sorriso entreolhando seus companheiros. Akuji, de cima de seu cavalo, bateu firme no ombro do soldado e o apertou, como um sinal de respeito a sua dor.
-Se acredita realmente na existência de seu Deus, meu amigo, não deixe que seus problemas se coloquem sobre suas costas em um momento como este.
Apoiando-se nas palavras de seus companheiros, para tentar se erguer, Balthus agradeceu a ambos, não só pelo que disseram, mas por estarem ao seu lado. Os três continuaram a guiar suas montarias rumo ao sol, que refulgia sobre a vasta planície; as mais belas daquela grande província, que acabariam por ceder lugar as mais nefastas. Um imenso campo infértil e degradado pela morte, que contrastava com aquele paraíso perdido, se escondia atrás dos montes longínquos.
(...)
NOTA: Os campos dourados de Poitain, também conhecido como campos sagrados, é uma das maiores belezas da província, ou talvez da inteira Aquilonia. Reza a lenda que Epemitreus, o antigo profeta de Mitra, abençoou aqueles vastos campos durante seu tempo, e que isso os tornaram belos e férteis por toda a eternidade. No entanto, aquela beleza natural também trouxe desgraça, pois acabou se tornando o principal motivo de uma guerra que quase dilacerou aquelas terras. Os campos foram reclamados como território Zíngaro há algumas décadas atrás, e uma guerra campal teve início, onde a Zíngara, mesmo com a vitória, acabou abrindo mão das terras. Os belos campos férteis foram divididos - O trecho sul, onde a guerra se instaurou, ficou conhecido como o canto dos crânios, marcando a fronteira norte da Zíngara. Enquanto o trecho norte, intocado pela guerra, preserva sua beleza, que fora poupada pelo avanço Zíngaro.
sábado, 5 de julho de 2014
Background - Balthus Valerus
Background de Balthus Valerus
Nascido em: Sul da Aquilônia (Cidade de Hystria)
Duzentos anos de torturas e massacres, esse é o resumo da família Valerus. Familia de origem nobre, sempre lembrada por sua devoção e dedicação ao governo, e da forma cruel com que exercia as ordens dadas pelo rei. Dion foi o grande patriarca da família Valerus, conquistando terras e escravos com sua servidão ao governo, fazendo o serviço sujo e sanguinário ordenado pelo rei.
No ano de 1143, na cidade de Hystria, nasce Balthus Valerus, filho de Dion Valerus e Mirela Valerus. Balthus cresceu sendo pressionado a herdar o posto de seu pai, como filho mais velho de Dion, seu pai exigia rigorosamente horas de estudos e treinos sobre a arte da guerra. Aos 10 anos, Balthus foi iniciado como cavalariço de seu pai, para que pudesse ter mais contatos com soldados e pudesse ver de perto seu pai em ação.
Dion Valerus é comandante das tropas de Hystria. Conhecido como O Torturador, Dion é temido por sua perversidade e sua forma de punir escravos e traidores do Rei Vilerus. Dion sempre forçou Balthus a testemunhar os horrores da guerra e da tortura, mostrando como punir aqueles que se rebelam ao rei. Balthus sempre ouvira de seu pai que a melhor forma de manter a ordem é através do medo e da tirania. Balthus discordava plenamente disso, porém, nunca desviou o olhar ou mostrou fraqueza perante as torturas e matanças realizadas por Dion.
Aos 14 anos, chegara a hora do batismo de Balthus, um costume criado por Dion para ensinar aos seus filhos que não deve haver fraqueza para com seus subalternos e inimigos. Um costume cruel, onde um escravo era torturado até a morte. Quanto mais à tortura durasse e quanto mais o escravo sofresse e gritasse, maior seria o reconhecimento do rapaz na família. Balthus sempre temeu o batismo, ele nunca aceitou esse costume, o rapaz sempre teve afeição pelos escravos e servos de seu pai.
Como mandava a tradição, Dion reuniu todos os homens da família Valerus. Era uma noite quente e abafada, Balthus tremia e suava perante todos aqueles olhares, mas um olhar em especial fazia gelar sua espinha. Seu pai o fulminava, parecia reconhecer o seu medo e a compaixão que existia dentro do rapaz. Balthus avistou o homem negro amarrado no pátio de cerimônia do casarão de sua família, o mesmo homem que o viu crescer e lhe ensinou muitas coisas sobre a natureza, era chamado de Kiziah. Kiziah tinha um filho com a mesma idade de Balthus, com quem dividiu alguns momentos na infância no pouco tempo que conseguia fugir dos olhos do pai. Ao olhar para seu pai, Balthus decidiu que não iria fazer aquilo, que iria enfrentá-lo.
Dion, sentindo-se humilhado, amarrou seu filho ao lado do escravo e açoitou-o até que desmaiasse e depois o acordou com um banho de água e sal. Negando novamente, Balthus foi torturado pela noite.
- Siga em frente garoto, faça o que tem que fazer. Por que sofre tanto por um escravo como eu? _Indagou o Kiziah.
- Por que não é justo o que minha família faz, não aceitarei isso. _Respondeu Balthus.
- Não será assim que irá conseguir mudar o rumo que sua família segue. Não será a escolha mais sábia. Vá em frente rapaz, faça isso. Só lhe peço uma coisa, peço para que torne minha família livre.
Balthus tomou coragem e fez o que deveria ser feito, porém, não torturou o homem, foi mais rápido do que seu pai esperava e matou o homem de uma forma misericordiosa. Balthus ficou preso por dois meses devido a isso. Dion passou a negar a existência do filho e o fez seguir seu caminho. Balthus não desistiu de ser um soldado, amava ser um combatente, mas não seguiria os passos de sua família.
Aos 18 anos, ele tornou-se soldado. Sua habilidade e inteligência para o combate eram reconhecidas pelo comandante Hagar Hadrathus, que o apadrinhou e lhe ensinou algumas formas de combate. Balthus passou dois anos sob o seu comando, aprendendo tudo o que podia no menor tempo possível e fazendo contatos para cumprir a promessa que foi feita a Kiziah, ele estava determinado a mudar tudo aquilo que seu pai praticava.
Era uma noite quente, o suor escorria por dentro da armadura de Balthus, os mosquitos aquela noite eram implacáveis, seu turno parecia não ter fim. Um barulho fez com que o soldado sacasse sua espada, sua visão não conseguia discernir o que acontecia na escuridão, algo se arrastava pelo matagal, seus olhos finalmente enxergaram o homem negro, caído, ferido em meio ao mato, sua boca escorria sangue, seus olhos demonstravam dor e ódio. Um homem montado aproximou-se, sua voz era familiar, era o capataz de seu pai, um homem branco, alto, seus braços eram grossos como um tronco de árvore. Na cintura portava um chicote e uma espada longa, sua voz ecoou pela noite, como um trovão em uma noite tempestuosa.
- Não toque neste negro imundo Balthus, ele pertence ao seu pai. É só mais um monte de estrume tentando fugir. _Disse o capataz.
- Aqui você não tem voz homem, perdeu a sanidade? Está falando com um soldado e a escravidão é proibida nessas terras, meu pai não irá ficar impune por muito tempo, eu irei acabar com isso.
O homem riu, sacou o chicote e laçou o pescoço do negro. Balthus imediatamente cortou o chicote com sua espada, tomando a frente e protegendo o escravo com seu escudo. O combate teve inicio, o capataz de seu pai era extremamente forte, saltou do cavalo em cima de Balthus, por pouco o soldado não foi atingido. Balthus rolou para o lado, ficando de pé e contra atacando, aço contra aço. O capataz fintou Balthus, cortando sua perna e desarmando o soldado. A dor era gritante, o suor escorria nos olhos do soldado, ele estava acuado, o capataz se aproximou, deferindo golpes contra o escudo de Balthus, o soldado veio ao chão e quando o capataz iria desferir o golpe de misericórdia, o homem negro o atinge na cabeça fazendo-o vir ao chão. Balthus tateia o chão até encontrar sua espada, levantando-se para tornar-se a se defender, mas de forma espantosa o homem negro grita e golpeia a cabeça do capataz mais três vezes em uma fúria jamais vista pelo soldado. O capataz estava morto.
O homem negro cai ao chão exausto e ferido, o soldado volta suas atenções agora para o escravo, pegando-o pelo braço e o carregando até seus aposentos. Naquela noite Balthus foi procurar Hagar, para lhe informar o ocorrido, Hagar mesmo contra as atitudes de Dion, sabia que manter o negro ali seria um problema grave. Balthus tratou de esconder o negro e tratá-lo, ele viu que aquele homem teria força e espírito fortes o suficiente para lhe ajudar em seu propósito.
Akuji, esse era o nome do escravo. Balthus viu naquele homem a chance de por em pratica seu plano, ele era exatamente o que o soldado precisava, sua esperança de limpar o nome de sua família e se redimir perante Mitra agora eram reais.
Dois meses se passaram, era uma madrugada quente, Balthus rodeava as terras do pai ao lado de Akuji, o plano de Balthus era posto em prática. Aproveitando que Dion estava longe a serviço de Attelius, Akuji e Balthus entraram silenciosamente, renderam e desarmaram todos os guardas do pai, Akuji era silencioso e forte, um a um os homens eram pegos desprevenidos, rendidos e desacordados. Balthus foi até onde os escravos ficavam presos e os libertaram, silenciosamente os escravos iam fugindo das terras de Dion. Depois de amarrar todos os homens do pai no seleiro, estavam prontos para fugir.
Balthus separou os dois melhores cavalos de seu pai, a viagem seria longa pois depois do que ocorreu ali, ele sabia que não poderia mais ficar naquelas terras, sabia que seria caçado pelo seu pai.
- Homem, não precisa vir comigo, mas sabe que se ficar por aqui será morto. _Disse Balthus a Akuji.
- Não tenho para onde ir e te devo minha vida. Preciso só que me prometa algo, você me ajudará a recuperar minha família.
- Farei o possível para que isso aconteça Akuji e você não me deve nada, você é um homem livre, pode partir quando quiser.
Nascia ali uma amizade inabalável. Os dois seguiram a cavalo ao lado dos escravos até que eles se afastassem das terras de Dion e estivessem mais seguros.
Antes de por o plano em prática, Balthus deixara uma carta a Hagar contando seu plano e mostrando para seu comandante que voltaria e limparia o nome de sua família, que acabaria com os planos do pai e faria de tudo para descobrir o que acontecia naquelas terras. Em nome de Mitra e em nome do Rei da Aquilonia, ele afirmou que faria o certo e deixou claro que precisaria de Hagar em sua volta.
Balthus deixou para trás todos os seus medos e a partir daquele dia se tornara um novo homem, um homem disposto a tudo para honrar seus ancestrais, honrar a Mitra e principalmente a Aquilonia. Ele voltará para a Aquilônia e nesse dia reconquistará tudo que é seu por direito e se tornará conhecido e respeitado, a Aquilonia é a sua pátria, o lugar que ama, ele não deixará que seu nome seja manchado pelo homem que mais odeia, seu pai.
Nascido em: Sul da Aquilônia (Cidade de Hystria)
Duzentos anos de torturas e massacres, esse é o resumo da família Valerus. Familia de origem nobre, sempre lembrada por sua devoção e dedicação ao governo, e da forma cruel com que exercia as ordens dadas pelo rei. Dion foi o grande patriarca da família Valerus, conquistando terras e escravos com sua servidão ao governo, fazendo o serviço sujo e sanguinário ordenado pelo rei.
No ano de 1143, na cidade de Hystria, nasce Balthus Valerus, filho de Dion Valerus e Mirela Valerus. Balthus cresceu sendo pressionado a herdar o posto de seu pai, como filho mais velho de Dion, seu pai exigia rigorosamente horas de estudos e treinos sobre a arte da guerra. Aos 10 anos, Balthus foi iniciado como cavalariço de seu pai, para que pudesse ter mais contatos com soldados e pudesse ver de perto seu pai em ação.
Dion Valerus é comandante das tropas de Hystria. Conhecido como O Torturador, Dion é temido por sua perversidade e sua forma de punir escravos e traidores do Rei Vilerus. Dion sempre forçou Balthus a testemunhar os horrores da guerra e da tortura, mostrando como punir aqueles que se rebelam ao rei. Balthus sempre ouvira de seu pai que a melhor forma de manter a ordem é através do medo e da tirania. Balthus discordava plenamente disso, porém, nunca desviou o olhar ou mostrou fraqueza perante as torturas e matanças realizadas por Dion.
Aos 14 anos, chegara a hora do batismo de Balthus, um costume criado por Dion para ensinar aos seus filhos que não deve haver fraqueza para com seus subalternos e inimigos. Um costume cruel, onde um escravo era torturado até a morte. Quanto mais à tortura durasse e quanto mais o escravo sofresse e gritasse, maior seria o reconhecimento do rapaz na família. Balthus sempre temeu o batismo, ele nunca aceitou esse costume, o rapaz sempre teve afeição pelos escravos e servos de seu pai.
Como mandava a tradição, Dion reuniu todos os homens da família Valerus. Era uma noite quente e abafada, Balthus tremia e suava perante todos aqueles olhares, mas um olhar em especial fazia gelar sua espinha. Seu pai o fulminava, parecia reconhecer o seu medo e a compaixão que existia dentro do rapaz. Balthus avistou o homem negro amarrado no pátio de cerimônia do casarão de sua família, o mesmo homem que o viu crescer e lhe ensinou muitas coisas sobre a natureza, era chamado de Kiziah. Kiziah tinha um filho com a mesma idade de Balthus, com quem dividiu alguns momentos na infância no pouco tempo que conseguia fugir dos olhos do pai. Ao olhar para seu pai, Balthus decidiu que não iria fazer aquilo, que iria enfrentá-lo.
Dion, sentindo-se humilhado, amarrou seu filho ao lado do escravo e açoitou-o até que desmaiasse e depois o acordou com um banho de água e sal. Negando novamente, Balthus foi torturado pela noite.
- Siga em frente garoto, faça o que tem que fazer. Por que sofre tanto por um escravo como eu? _Indagou o Kiziah.
- Por que não é justo o que minha família faz, não aceitarei isso. _Respondeu Balthus.
- Não será assim que irá conseguir mudar o rumo que sua família segue. Não será a escolha mais sábia. Vá em frente rapaz, faça isso. Só lhe peço uma coisa, peço para que torne minha família livre.
Balthus tomou coragem e fez o que deveria ser feito, porém, não torturou o homem, foi mais rápido do que seu pai esperava e matou o homem de uma forma misericordiosa. Balthus ficou preso por dois meses devido a isso. Dion passou a negar a existência do filho e o fez seguir seu caminho. Balthus não desistiu de ser um soldado, amava ser um combatente, mas não seguiria os passos de sua família.
Aos 18 anos, ele tornou-se soldado. Sua habilidade e inteligência para o combate eram reconhecidas pelo comandante Hagar Hadrathus, que o apadrinhou e lhe ensinou algumas formas de combate. Balthus passou dois anos sob o seu comando, aprendendo tudo o que podia no menor tempo possível e fazendo contatos para cumprir a promessa que foi feita a Kiziah, ele estava determinado a mudar tudo aquilo que seu pai praticava.
Era uma noite quente, o suor escorria por dentro da armadura de Balthus, os mosquitos aquela noite eram implacáveis, seu turno parecia não ter fim. Um barulho fez com que o soldado sacasse sua espada, sua visão não conseguia discernir o que acontecia na escuridão, algo se arrastava pelo matagal, seus olhos finalmente enxergaram o homem negro, caído, ferido em meio ao mato, sua boca escorria sangue, seus olhos demonstravam dor e ódio. Um homem montado aproximou-se, sua voz era familiar, era o capataz de seu pai, um homem branco, alto, seus braços eram grossos como um tronco de árvore. Na cintura portava um chicote e uma espada longa, sua voz ecoou pela noite, como um trovão em uma noite tempestuosa.
- Não toque neste negro imundo Balthus, ele pertence ao seu pai. É só mais um monte de estrume tentando fugir. _Disse o capataz.
- Aqui você não tem voz homem, perdeu a sanidade? Está falando com um soldado e a escravidão é proibida nessas terras, meu pai não irá ficar impune por muito tempo, eu irei acabar com isso.
O homem riu, sacou o chicote e laçou o pescoço do negro. Balthus imediatamente cortou o chicote com sua espada, tomando a frente e protegendo o escravo com seu escudo. O combate teve inicio, o capataz de seu pai era extremamente forte, saltou do cavalo em cima de Balthus, por pouco o soldado não foi atingido. Balthus rolou para o lado, ficando de pé e contra atacando, aço contra aço. O capataz fintou Balthus, cortando sua perna e desarmando o soldado. A dor era gritante, o suor escorria nos olhos do soldado, ele estava acuado, o capataz se aproximou, deferindo golpes contra o escudo de Balthus, o soldado veio ao chão e quando o capataz iria desferir o golpe de misericórdia, o homem negro o atinge na cabeça fazendo-o vir ao chão. Balthus tateia o chão até encontrar sua espada, levantando-se para tornar-se a se defender, mas de forma espantosa o homem negro grita e golpeia a cabeça do capataz mais três vezes em uma fúria jamais vista pelo soldado. O capataz estava morto.
O homem negro cai ao chão exausto e ferido, o soldado volta suas atenções agora para o escravo, pegando-o pelo braço e o carregando até seus aposentos. Naquela noite Balthus foi procurar Hagar, para lhe informar o ocorrido, Hagar mesmo contra as atitudes de Dion, sabia que manter o negro ali seria um problema grave. Balthus tratou de esconder o negro e tratá-lo, ele viu que aquele homem teria força e espírito fortes o suficiente para lhe ajudar em seu propósito.
Akuji, esse era o nome do escravo. Balthus viu naquele homem a chance de por em pratica seu plano, ele era exatamente o que o soldado precisava, sua esperança de limpar o nome de sua família e se redimir perante Mitra agora eram reais.
Dois meses se passaram, era uma madrugada quente, Balthus rodeava as terras do pai ao lado de Akuji, o plano de Balthus era posto em prática. Aproveitando que Dion estava longe a serviço de Attelius, Akuji e Balthus entraram silenciosamente, renderam e desarmaram todos os guardas do pai, Akuji era silencioso e forte, um a um os homens eram pegos desprevenidos, rendidos e desacordados. Balthus foi até onde os escravos ficavam presos e os libertaram, silenciosamente os escravos iam fugindo das terras de Dion. Depois de amarrar todos os homens do pai no seleiro, estavam prontos para fugir.
Balthus separou os dois melhores cavalos de seu pai, a viagem seria longa pois depois do que ocorreu ali, ele sabia que não poderia mais ficar naquelas terras, sabia que seria caçado pelo seu pai.
- Homem, não precisa vir comigo, mas sabe que se ficar por aqui será morto. _Disse Balthus a Akuji.
- Não tenho para onde ir e te devo minha vida. Preciso só que me prometa algo, você me ajudará a recuperar minha família.
- Farei o possível para que isso aconteça Akuji e você não me deve nada, você é um homem livre, pode partir quando quiser.
Nascia ali uma amizade inabalável. Os dois seguiram a cavalo ao lado dos escravos até que eles se afastassem das terras de Dion e estivessem mais seguros.
Antes de por o plano em prática, Balthus deixara uma carta a Hagar contando seu plano e mostrando para seu comandante que voltaria e limparia o nome de sua família, que acabaria com os planos do pai e faria de tudo para descobrir o que acontecia naquelas terras. Em nome de Mitra e em nome do Rei da Aquilonia, ele afirmou que faria o certo e deixou claro que precisaria de Hagar em sua volta.
Balthus deixou para trás todos os seus medos e a partir daquele dia se tornara um novo homem, um homem disposto a tudo para honrar seus ancestrais, honrar a Mitra e principalmente a Aquilonia. Ele voltará para a Aquilônia e nesse dia reconquistará tudo que é seu por direito e se tornará conhecido e respeitado, a Aquilonia é a sua pátria, o lugar que ama, ele não deixará que seu nome seja manchado pelo homem que mais odeia, seu pai.
Background - Turdal
TURDAL
Nascido em: Attalus (Aquilonia)
Nascido em Áttalus (uma província ao norte da Aquilonia), órfão de seus pais verdadeiros, Turdal desconhece até seu sobrenome. Fora levado por uma velha , vivente dos becos na grande capital da província de Attalus, para não morrer sem ao menos vivenciar as 4 estações do tempo; a velha senhora a qual chamava de mãe morrera em alguns anos deixando-o mais uma vez só um fato que o deixou com um vazio o levando a trilhar em caminhos distantes de seu passado. Em sua infância para sua sobrevivência cometeu delitos roubando comida, e, com seu crescimento e amadurecimento, conhecera os irmãos Auran e Arius, e Dammibia formando um bando de ladrões que atuam nas províncias a oeste da Aquilonia. Nunca fora muito apegada a senhora que o criou, apesar de nutrir certos sentimentos em seu intimo. No entanto, possui um grande apreço por seus novos companheiros (talvez não tanto por Auran, o líder do bando). Atualmente, contratados por um mercante da Aquilonia Central, Turdal e seus companheiros roubaram uma relíquia Picta. Oro-Numath, a máscara das feras está sob a posse destes, que sequer conhecem o valor que ela possui para os demônios pintados. Eventos vindouros preparam para Turdal mais provações do que tivera que passar por toda a sua vida monótona, porém, sofrida.
Nascido em Áttalus (uma província ao norte da Aquilonia), órfão de seus pais verdadeiros, Turdal desconhece até seu sobrenome. Fora levado por uma velha , vivente dos becos na grande capital da província de Attalus, para não morrer sem ao menos vivenciar as 4 estações do tempo; a velha senhora a qual chamava de mãe morrera em alguns anos deixando-o mais uma vez só um fato que o deixou com um vazio o levando a trilhar em caminhos distantes de seu passado. Em sua infância para sua sobrevivência cometeu delitos roubando comida, e, com seu crescimento e amadurecimento, conhecera os irmãos Auran e Arius, e Dammibia formando um bando de ladrões que atuam nas províncias a oeste da Aquilonia. Nunca fora muito apegada a senhora que o criou, apesar de nutrir certos sentimentos em seu intimo. No entanto, possui um grande apreço por seus novos companheiros (talvez não tanto por Auran, o líder do bando). Atualmente, contratados por um mercante da Aquilonia Central, Turdal e seus companheiros roubaram uma relíquia Picta. Oro-Numath, a máscara das feras está sob a posse destes, que sequer conhecem o valor que ela possui para os demônios pintados. Eventos vindouros preparam para Turdal mais provações do que tivera que passar por toda a sua vida monótona, porém, sofrida.
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Diário da 4ª Sessão (Capítulo 1 - Attasia; Parte Final)
ATO 25 – UMA PERIGOSA SOLUÇÃO
Zafar finalmente retornou das montanhas, e com notícias que preocupariam a nobreza Attasiana. O Shemita atravessou os campos de cultivo rumo a mansão, para encontrar Arcadio no salão principal. O jovem havia acabado de retornar de uma conversa estressante com seu pai. Zafar explicou que encontrou um ponto cego nas montanhas, por onde os Pictos estariam chegando a Attasia. Ao que parece, a oeste das montanhas, as selvas Pictas se conectavam aos seus pés. Os Pictos não chegavam as montanhas pelas planícies, mas pelas próprias selvas, e por isso não eram percebidos até estarem lá. Preocupado, Arcadio levou Zafar ao terraço para encontrar Akuji, que viajava a mansão lá de cima. O filho do Conde conversou com o homem negro, sobre o lugar de onde ele chegou até a Zíngara.
Zafar finalmente retornou das montanhas, e com notícias que preocupariam a nobreza Attasiana. O Shemita atravessou os campos de cultivo rumo a mansão, para encontrar Arcadio no salão principal. O jovem havia acabado de retornar de uma conversa estressante com seu pai. Zafar explicou que encontrou um ponto cego nas montanhas, por onde os Pictos estariam chegando a Attasia. Ao que parece, a oeste das montanhas, as selvas Pictas se conectavam aos seus pés. Os Pictos não chegavam as montanhas pelas planícies, mas pelas próprias selvas, e por isso não eram percebidos até estarem lá. Preocupado, Arcadio levou Zafar ao terraço para encontrar Akuji, que viajava a mansão lá de cima. O filho do Conde conversou com o homem negro, sobre o lugar de onde ele chegou até a Zíngara.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Diário da segunda sessão- Capitulo 1- Attasia, parte 3
ATO 16- PÃO E CIRCO
Tensão definia o clima
do anfiteatro. O lugar estava lotado, e todos estavam calados apenas
aguardando. Arcadio, assim como Bartolo e todo elenco da peça estavam atrás das
pilastras que antecediam a área onde ocorreria a apresentação. Arcadio se
concentrava para seu discurso, quando Bartolo anunciou ao jovem que um pequeno
grupo de insatisfeitos se manifestavam do lado de fora do anfiteatro. Os pães
de Adolphus chegaram, e, quando isso foi informado a Arcadio por um guarda, o
filho do Conde finalmente mostrou sua face para todos os presentes, sentados
impacientemente nas arquibancadas.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
A fúria no universo de Conan
Conan está aí pra nos provar que nem todos os Bárbaros viram bestas inescrupulosas em combate, quando estão em fúria. Segue abaixo uma variante para a Habilidade Fúria (D&D 3.5), adaptada do livro Conan RPG (D20).
(...)
Frenesi de Combate (Alternativa para Fúria)
Bárbaros tem sido conhecidos por tocar as fontes mais profundas de suas fúrias, cada vez mais fortes e resistentes por períodos curtos de tempo. Nem todos os bárbaros entram em fúria como um animal raivoso, apesar de que muitos usam sua raiva de forma desequilibrada para abastecer suas habilidades de combate bem praticadas.
Substituindo Fúria (assim como Fúria Maior, Fúria Incansável e Fúria Poderosa), Frenesi de Combate é um tipo diferente de Fúria, que é menos baseado na força bruta e mais focado na agilidade do bárbaro. Como um grande felino em vez de um urso furioso, o bárbaro se torna muito mais feroz quando está sob o efeito da Frenesi de Combate.
Quando entra em Frenesi de Combate, o personagem ganha +2 em Constituição, +4 em Destreza,+3m em Deslocamento e +2 em Vontade. Em compensação, o bárbaro sofre uma penalidade de -2 em Ataque, pois assume-se que ele passa a se preocupar mais em não ser atacado, do que em atacar. Ele não pode usar habilidades que requerem paciência ou concentração, como por exemplo ataques furtivos. Ele não pode usar quaisquer efeitos mágicos ou foco em perícia. O efeito de Frenesi de Combate dura 3 + mod de destreza rodadas. Quando o efeito termina, o personagem sofre imediatamente -2 na Destreza, -2 na Força e -3m em Deslocamento durante o mesmo numero de turnos que durou Frenesi de Combate, para se recuperar da explosão de adrenalina que foi gastada nos turnos anteriores. Em compensação, ao contrário da Fúria, o personagem não fica fadigado.
No 11º nível, o Frenesi de Combate se torna mais cheio de adrenalina e poderoso. O bônus de Constituição aumenta para +4, o de Destreza para +6, e o de Vontade para +3. A penalidade continua a mesma.
No 17º nível, o Bárbaro não sofre mais os efeitos negativos, pós-frenesi de combate.
No 20º nível, o bônus de Constituição do bárbaro aumenta para +6, a Destreza para +8, e a Vontade para +4.
(...)
Frenesi de Combate (Alternativa para Fúria)
Bárbaros tem sido conhecidos por tocar as fontes mais profundas de suas fúrias, cada vez mais fortes e resistentes por períodos curtos de tempo. Nem todos os bárbaros entram em fúria como um animal raivoso, apesar de que muitos usam sua raiva de forma desequilibrada para abastecer suas habilidades de combate bem praticadas.
Substituindo Fúria (assim como Fúria Maior, Fúria Incansável e Fúria Poderosa), Frenesi de Combate é um tipo diferente de Fúria, que é menos baseado na força bruta e mais focado na agilidade do bárbaro. Como um grande felino em vez de um urso furioso, o bárbaro se torna muito mais feroz quando está sob o efeito da Frenesi de Combate.
Quando entra em Frenesi de Combate, o personagem ganha +2 em Constituição, +4 em Destreza,+3m em Deslocamento e +2 em Vontade. Em compensação, o bárbaro sofre uma penalidade de -2 em Ataque, pois assume-se que ele passa a se preocupar mais em não ser atacado, do que em atacar. Ele não pode usar habilidades que requerem paciência ou concentração, como por exemplo ataques furtivos. Ele não pode usar quaisquer efeitos mágicos ou foco em perícia. O efeito de Frenesi de Combate dura 3 + mod de destreza rodadas. Quando o efeito termina, o personagem sofre imediatamente -2 na Destreza, -2 na Força e -3m em Deslocamento durante o mesmo numero de turnos que durou Frenesi de Combate, para se recuperar da explosão de adrenalina que foi gastada nos turnos anteriores. Em compensação, ao contrário da Fúria, o personagem não fica fadigado.
No 11º nível, o Frenesi de Combate se torna mais cheio de adrenalina e poderoso. O bônus de Constituição aumenta para +4, o de Destreza para +6, e o de Vontade para +3. A penalidade continua a mesma.
No 17º nível, o Bárbaro não sofre mais os efeitos negativos, pós-frenesi de combate.
No 20º nível, o bônus de Constituição do bárbaro aumenta para +6, a Destreza para +8, e a Vontade para +4.
Sangue e Traição
Tema: Nox Arcana Necronomicon 15 - Lords Of Darkness
Com os manuscritos que tanto desejava em mãos, mas com menos água do que precisaria para sobreviver ao lado de um grupo numa longa viagem de volta, Wallid não viu outra alternativa, além de promover um verdadeiro banho de sangue. Ao longo de todo tempo que percorreu ao lado daqueles nômades, o prisioneiro analisou cada um deles, escolhendo poucos, sabiamente, para ter ao seu lado quando aquele fatídico momento chegasse. O que ninguém sabia, era o quão violentos e traiçoeiros poderiam ser, com um impulso no momento certo.
sexta-feira, 20 de junho de 2014
A Trombeta dos Desesperados
Cena da minha campanha de Conan RPG. Aconteceu há algumas sessões atrás, mas recordar é viver!
Furtivamente, Arcadio aproveitou que a paliçada se conectava a torre, para ganhar um acesso às escadas de madeira em seu interior e seguir até o topo. O som ensurdecedor dos tambores de guerra e dos gritos agonizantes de soldados e bárbaros abafaram seus passos, o que fez com que os dois Pictos, que se estabeleciam na torre, sequer o percebessem. Os corpos dos desafortunados soldados que ali vigiavam, estavam jogados ao chão com as gargantas cortadas de orelha a orelha. A trombeta estava ao lado do corpo de um dos soldados, e ela precisava ser soada, para que o reforço de cem homens que aguardava em uma comunidade de madeireiros a 200 metros do Forte pudesse chegar. Este era o sinal que eles esperavam...
O oficial não perdeu tempo e, rapidamente, atravessou com sua espada o corpo nu de um dos bárbaros em um golpe covarde desferido por trás. Quando o Picto tombou sem vida, o outro, cuja única vestimenta era uma tanga de couro animal, sacou duas machadinhas de osso presas em sua cintura e pulou aos gritos contra Arcadio. Rápido e ágil como uma pantera, o bárbaro anulou a esgrima precisa do nobre, fincando uma de suas machadinhas em seu ombro esquerdo. Antes mesmo que Arcadio pudesse aproveitar a distância encurtada, o nativo abaixou-se e fincou-lhe a outra machadinha em sua coxa, quase ao mesmo tempo em que removeu a primeira do seu ombro, dando espaço para que o sangue corresse pelo braço.
Com o ombro e a coxa ardilosamente feridos, Arcadio usou seu último fôlego para fazer a finta perfeita, provocando um deslize na movimentação do bárbaro. O momento foi primorosamente aproveitado, e a lâmina da espada longa precisa em um corte feito no ventre do inimigo, um corte que, por tão profundo, lhe expôs as tripas. No entanto, aquecido pelo calor da batalha, o bárbaro continuou em combate, utilizando apenas uma de suas machadinhas. A outra fora atirada ao chão, para que sua mão livre pudesse pressionar seus intestinos dentro do seu corpo.
Cansado, ferido e desestabilizado pela vontade de seu inimigo, o oficial do Forte Thandara apenas caminhava para trás, enquanto o Picto se aproximava com uma mão no ventre e a outra balançando a primitiva machadinha pelo ar, tentando caçar o pescoço desprotegido do oficial. Quase na beirada da torre, Arcadio teria caído, se o zunido de uma flecha aliada não tivesse anunciado sua salvação. Zafar, diretamente do campo de batalha, atirou uma flecha certeira no alto daquela torre, impactando-a no peito do nativo que, sem forças caminhou para trás, caindo do alto da torre e se espatifando no chão de terra batida do outro lado da paliçada. Arcadio correu e agarrou-se a trombeta, mas não a soprou ainda, afinal, jamais conseguiriam ouvi-la a 200 metros do Forte, se os tambores de guerra, tocados por seus inimigos em frenesi, não fossem cessados..
Sentou-se na torre ao lado dos cadáveres, e apenas rezou a Mitra, pedindo que o deixasse viver para soar o pedido desesperado de ajuda, quando os arqueiros da paliçada conseguissem anular o som dos tambores. Se é que eles também viveriam para isso...
O oficial não perdeu tempo e, rapidamente, atravessou com sua espada o corpo nu de um dos bárbaros em um golpe covarde desferido por trás. Quando o Picto tombou sem vida, o outro, cuja única vestimenta era uma tanga de couro animal, sacou duas machadinhas de osso presas em sua cintura e pulou aos gritos contra Arcadio. Rápido e ágil como uma pantera, o bárbaro anulou a esgrima precisa do nobre, fincando uma de suas machadinhas em seu ombro esquerdo. Antes mesmo que Arcadio pudesse aproveitar a distância encurtada, o nativo abaixou-se e fincou-lhe a outra machadinha em sua coxa, quase ao mesmo tempo em que removeu a primeira do seu ombro, dando espaço para que o sangue corresse pelo braço.
Com o ombro e a coxa ardilosamente feridos, Arcadio usou seu último fôlego para fazer a finta perfeita, provocando um deslize na movimentação do bárbaro. O momento foi primorosamente aproveitado, e a lâmina da espada longa precisa em um corte feito no ventre do inimigo, um corte que, por tão profundo, lhe expôs as tripas. No entanto, aquecido pelo calor da batalha, o bárbaro continuou em combate, utilizando apenas uma de suas machadinhas. A outra fora atirada ao chão, para que sua mão livre pudesse pressionar seus intestinos dentro do seu corpo.
Cansado, ferido e desestabilizado pela vontade de seu inimigo, o oficial do Forte Thandara apenas caminhava para trás, enquanto o Picto se aproximava com uma mão no ventre e a outra balançando a primitiva machadinha pelo ar, tentando caçar o pescoço desprotegido do oficial. Quase na beirada da torre, Arcadio teria caído, se o zunido de uma flecha aliada não tivesse anunciado sua salvação. Zafar, diretamente do campo de batalha, atirou uma flecha certeira no alto daquela torre, impactando-a no peito do nativo que, sem forças caminhou para trás, caindo do alto da torre e se espatifando no chão de terra batida do outro lado da paliçada. Arcadio correu e agarrou-se a trombeta, mas não a soprou ainda, afinal, jamais conseguiriam ouvi-la a 200 metros do Forte, se os tambores de guerra, tocados por seus inimigos em frenesi, não fossem cessados..
Sentou-se na torre ao lado dos cadáveres, e apenas rezou a Mitra, pedindo que o deixasse viver para soar o pedido desesperado de ajuda, quando os arqueiros da paliçada conseguissem anular o som dos tambores. Se é que eles também viveriam para isso...
segunda-feira, 16 de junho de 2014
SADORIA- Conan RPG
Cidade desenvolvida para ambientar ainda mais a minha campanha de Conan RPG.
...
SADORIA
Sadoria é a capital do principado de Sadoria; uma província central da Zíngara, cujas cidades e aldeias margeiam o rio trovão. Mais de 300 acres de terra se estendem pela grande cidade, que suporta mais de 100 estruturas por acre; um grande corpo de concreto, ferro e madeira que abriga, além de Zíngaros, estrangeiros Shemitas e Argosseanos. A cidade é muito conhecida, não só por ser a maior do país, depois da capital, como também por suas muralhas intransponíveis de pedra branca, e a notória influência Shemita em sua exótica arquitetura. Construções com telhados abaulados, muralhas com ameias e pontes se entrelaçam em ruas e vielas, em volta de um abundante palácio, cercado de jardins, campos férteis e piscinas cristalinas.
Sadoria não tem um porto fortificado e rico, como os das cidades nas províncias costeiras, mas foca suas capacidades em um poderio militar impecável, que ostenta, além de armas de cerco, suas, já comentadas, muralhas, mercenários contratados que operam além das mesmas (sejam nos campos ou nas aldeias da província), e soldados Zíngaros em seu interior. A cavalaria de Sadoria, por muitos, é considerada a espinha dorsal do exército Zíngaro. Além disso, a cidade possui um comércio extremamente ativo, sendo conhecida em muitas outras terras pela extensa divisão de guildas que atuam por suas ruas. Um representante da guilda dos artesões e um da guilda dos tecelões se sentam no conselho da cidade. Estas são duas das maiores forças comerciais em Sadoria; o principado exporta muito tecido e bens artesanais, e importa, principalmente, alimento e especiarias.
Assim como em todas as cidades Zíngaras, com exceção dos vilarejos pagãos da Floresta Profunda, Sadoria adere ao Mitraísmo, apesar das crenças do Mitraísmo Zíngaro fugirem um pouco do conservadorismo Hiboriano. E, não muito diferente, assim como em toda a Zíngara ,a escravidão é socialmente aceitável e praticada em Sadoria. Homens do sul, de pele parda ou negra, trabalham até a exaustão nos muitos campos espalhados pelo principado; em destaque, nas muitas videiras e oliveiras, pertencentes ao príncipe e aos nobres locais.
O principado é governado pelo príncipe Césaro, filho primogênito de Tiberio. Tiberio é o irmão mais novo do falecido Rei Oliviero, e atua como embaixador em Asgalun (porto Shemita). Em tempos atuais, onde a Zíngara está começando a ser cortada no meio por uma guerra civil, Sadoria tem um papel importante. Após o envenenamento do Rei e o golpe do estado aplicado pelos nobres, Sadoria é considerada a maior resistência contra a capital e seus atuais governantes, os magistrados. O grande principado, por motivos óbvios, defende os interesses reais, que, por uma ordem de sucessão, colocariam Césaro sentado no trono em Kordava (capital). Muitos são os seus aliados ou conferem apoio, como Salduva, a cidade branca, e os montanheses de Icaria, assim como muitos lutam por sua ruína, como Jerida e a própria capital.
Esta é Sadoria... Tida por muitos, como a grande cidade a guiar os saudosos fiéis ao rei morto, contra a tirania imposta pelos magistrados e seus beneficiados.
...
SADORIA
Sadoria é a capital do principado de Sadoria; uma província central da Zíngara, cujas cidades e aldeias margeiam o rio trovão. Mais de 300 acres de terra se estendem pela grande cidade, que suporta mais de 100 estruturas por acre; um grande corpo de concreto, ferro e madeira que abriga, além de Zíngaros, estrangeiros Shemitas e Argosseanos. A cidade é muito conhecida, não só por ser a maior do país, depois da capital, como também por suas muralhas intransponíveis de pedra branca, e a notória influência Shemita em sua exótica arquitetura. Construções com telhados abaulados, muralhas com ameias e pontes se entrelaçam em ruas e vielas, em volta de um abundante palácio, cercado de jardins, campos férteis e piscinas cristalinas.
Sadoria não tem um porto fortificado e rico, como os das cidades nas províncias costeiras, mas foca suas capacidades em um poderio militar impecável, que ostenta, além de armas de cerco, suas, já comentadas, muralhas, mercenários contratados que operam além das mesmas (sejam nos campos ou nas aldeias da província), e soldados Zíngaros em seu interior. A cavalaria de Sadoria, por muitos, é considerada a espinha dorsal do exército Zíngaro. Além disso, a cidade possui um comércio extremamente ativo, sendo conhecida em muitas outras terras pela extensa divisão de guildas que atuam por suas ruas. Um representante da guilda dos artesões e um da guilda dos tecelões se sentam no conselho da cidade. Estas são duas das maiores forças comerciais em Sadoria; o principado exporta muito tecido e bens artesanais, e importa, principalmente, alimento e especiarias.
Assim como em todas as cidades Zíngaras, com exceção dos vilarejos pagãos da Floresta Profunda, Sadoria adere ao Mitraísmo, apesar das crenças do Mitraísmo Zíngaro fugirem um pouco do conservadorismo Hiboriano. E, não muito diferente, assim como em toda a Zíngara ,a escravidão é socialmente aceitável e praticada em Sadoria. Homens do sul, de pele parda ou negra, trabalham até a exaustão nos muitos campos espalhados pelo principado; em destaque, nas muitas videiras e oliveiras, pertencentes ao príncipe e aos nobres locais.
O principado é governado pelo príncipe Césaro, filho primogênito de Tiberio. Tiberio é o irmão mais novo do falecido Rei Oliviero, e atua como embaixador em Asgalun (porto Shemita). Em tempos atuais, onde a Zíngara está começando a ser cortada no meio por uma guerra civil, Sadoria tem um papel importante. Após o envenenamento do Rei e o golpe do estado aplicado pelos nobres, Sadoria é considerada a maior resistência contra a capital e seus atuais governantes, os magistrados. O grande principado, por motivos óbvios, defende os interesses reais, que, por uma ordem de sucessão, colocariam Césaro sentado no trono em Kordava (capital). Muitos são os seus aliados ou conferem apoio, como Salduva, a cidade branca, e os montanheses de Icaria, assim como muitos lutam por sua ruína, como Jerida e a própria capital.
Esta é Sadoria... Tida por muitos, como a grande cidade a guiar os saudosos fiéis ao rei morto, contra a tirania imposta pelos magistrados e seus beneficiados.
terça-feira, 10 de junho de 2014
Diário da segunda sessão- Capitulo 1- Attasia, parte 2.
ATO 10- AMANHECE NO CONDADO
Na estalagem das sete velas, Elen acorda cedo, mas não para tomar o desjejum. A jovem passa pelo estalajadeiro, e segue para ajudar Zelia a picar os legumes da refeição diária (o homem a observa ajudando, e resolve não se meter). A jovem Zelia é uma menina bem humorada e falante. Ela não consegue conter sua boca nem por um minuto. Enquanto Elen a auxilia na cozinha da estalagem, a garota comenta sobre diversos assuntos mundanos, que passam despercebido por Elen, cujo corpo estava lá na cozinha, mas a mente em outro lugar...
Elen teve um misterioso sonho nesse último mês em que passou em Culario (Poitain). Nesse sonho, ela ouvia a voz de um homem a chamando. Uma voz leve, porém imponente. Elen seguia a voz no sonho, mas não chegava a lugar algum. Ao acordar, a jovem estava prestes a descer pela escada da estalagem em que passara a fatídica noite. Pode parecer loucura, mas o corpo de Elen realmente seguiu a voz que a chamava em seus sonhos. Pode não ter passado de um sonho, mas Elen se pega pensando frequentemente nisso.
Na estalagem das sete velas, Elen acorda cedo, mas não para tomar o desjejum. A jovem passa pelo estalajadeiro, e segue para ajudar Zelia a picar os legumes da refeição diária (o homem a observa ajudando, e resolve não se meter). A jovem Zelia é uma menina bem humorada e falante. Ela não consegue conter sua boca nem por um minuto. Enquanto Elen a auxilia na cozinha da estalagem, a garota comenta sobre diversos assuntos mundanos, que passam despercebido por Elen, cujo corpo estava lá na cozinha, mas a mente em outro lugar...
Elen teve um misterioso sonho nesse último mês em que passou em Culario (Poitain). Nesse sonho, ela ouvia a voz de um homem a chamando. Uma voz leve, porém imponente. Elen seguia a voz no sonho, mas não chegava a lugar algum. Ao acordar, a jovem estava prestes a descer pela escada da estalagem em que passara a fatídica noite. Pode parecer loucura, mas o corpo de Elen realmente seguiu a voz que a chamava em seus sonhos. Pode não ter passado de um sonho, mas Elen se pega pensando frequentemente nisso.
domingo, 8 de junho de 2014
A Fortaleza Perdida de Nebamumn
A noite ainda não havia chegado do lado de fora, mas bastou que passassem pela porta de ferro negro, cujo ranger ecoou vigorosamente, para perceberem que, dentro da Fortaleza arruinada, a noite já havia se estabelecido. Na verdade, a noite não parecia deixar aquele lugar há séculos. A escuridão era intensa, mas superficialmente dissipada pela luz pálida do fim da tarde, que entrava pela porta principal e iluminava o assoalho de pedra. Hassib tomava a vanguarda e guiava todos os seus companheiros ao interior da câmara sombria. O céu rubro que predominava sobre aquelas imponentes montanhas, agora era ocultado pela negridão do interior de uma ancestral construção de pedra, que tanto resistiu ao ímpeto do tempo, no coração daquele que é chamado de "O Deserto Morto".
Todos entraram um a um, até preencherem o misterioso salão, que, apesar de grande, não possuía mobília alguma. Suportes escoriados de madeira e pilastras dilapidadas sustentavam o teto, cuja poeira que caía, mais parecia o preludio de um suposto desabamento. Os nômades especulavam aos sussurros, mas bastava o mais serene suspiro, para causar ecos nos corredores silenciosos. Já Yara permanecia calada, e observa tudo com um semblante inexpressivo. Ela parecia encarar o local com uma seriedade maior do que a do próprio Wallid. Quando questionada por Ayisha, respondia com o silêncio. Enquanto isso, os demais agiam. Cada um deles acendeu sua tocha, iluminando por completo o local, que não revelava detalhes maiores do que a densidade da poeira que se espalhava por cada minúcia da construção O receio era unanime e indistinto, mas não maior do que a ambição, portanto, a passos lentos, todos prosseguiram rumo as trevas.
Todos entraram um a um, até preencherem o misterioso salão, que, apesar de grande, não possuía mobília alguma. Suportes escoriados de madeira e pilastras dilapidadas sustentavam o teto, cuja poeira que caía, mais parecia o preludio de um suposto desabamento. Os nômades especulavam aos sussurros, mas bastava o mais serene suspiro, para causar ecos nos corredores silenciosos. Já Yara permanecia calada, e observa tudo com um semblante inexpressivo. Ela parecia encarar o local com uma seriedade maior do que a do próprio Wallid. Quando questionada por Ayisha, respondia com o silêncio. Enquanto isso, os demais agiam. Cada um deles acendeu sua tocha, iluminando por completo o local, que não revelava detalhes maiores do que a densidade da poeira que se espalhava por cada minúcia da construção O receio era unanime e indistinto, mas não maior do que a ambição, portanto, a passos lentos, todos prosseguiram rumo as trevas.
Tema:
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Background- Ellen Daros
Esse desenhou a própria personagem, e ficou foda!
Segue mais um BG abaixo...
(...)
Nome: Ellen Daros
Idade: 21 Anos
Segue mais um BG abaixo...
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Nome: Ellen Daros
Idade: 21 Anos
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