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domingo, 7 de setembro de 2014

Conclusão da campanha 1 de Dragon Age.



Finalizei a 1° temporada da minha campanha de Dragon Age RPG ontem. Os jogadores interpretam integrantes de um grupo expansionista patrocinado por Denerim chamado a companhia dos corvos. Já estamos jogando a uns 3 meses, tirando alguns finais de semana que não jogamos, e eles chegaram ao 3° nível ( a evolução de Dragon Age é lenta mesmo). O mago do grupo ( Alexander) quase perdeu o personagem por mais de uma vez, tanto que guarda sequelas da penúltima missão. A ladina ( Sarel) já teve duas participações memoráveis e o guerreiro ( Rufian) de um um suporte decisivo no sucesso de cada missão. Vou tentar resumir os acontecimentos de cada sessão, com destaque para os momentos mais legais em um texto e colocar no blog. Tentamos gravar, mas o áudio pegava o barulho da rua e deu muito erro durante as gravações.  Quem sabe na próxima...xD

sábado, 12 de julho de 2014

OS CAMPOS DOURADOS DE POITAIN

Ceninha da sessão de ontem para hoje. O Roleplay rendeu na madrugada!

(...)

OS CAMPOS DOURADOS DE POITAIN
Tema: http://migre.me/kpWj2

O sol avermelhado do fim da tarde, que lutava para cortar as nuvens carregadas de inverno, já estava prestes a se resguardar atrás dos montes que delineavam o horizonte. Seu extenso brilho banhava intensamente o vasto campo, cuja grama pálida parecia o absorver, reluzindo de forma vívida. Elen e Akuji manifestavam um sorriso evidente, enquanto viravam as cabeças, para observar o grande deserto dourado, que se alongava por todos os lados. Tão abismados com a tamanha grandiosidade daquele lugar, demoraram a notar que Balthus não partilhava de tanto entusiasmo. O soldado, montado em seu cavalo cansado, apenas seguia de forma lenta, fitando os montes distantes. Akuji, que percebera a aflição do amigo, colocou lentamente seu cavalo ao lado, e quebrou o leve som do vento que soprava na grama, com sua voz grave e tímida.



-Está bem, meu amigo?

-Não tanto quanto gostaria. _Por mais que, assim como seus companheiros, nunca tivesse estado ali antes, aquele lugar trazia lembranças tristes para o soldado.

Akuji apenas se calou, encarando-o. Balthus o conhecia bem, sabia que ele não iria além nas perguntas, por mais que fosse de sua vontade saber as respostas. Portanto, deixou que o silêncio se tornasse breve, para então prosseguir...

-Quando era um garoto, e recebia aulas de escrita no templo de Mitra, em Hystria, eu cheguei a ter bons momentos com meu pai. Por mais duro e cruel que possa ter sido, ele me concedeu um dos meus maiores tesouros, minha fé. Todas as escolhas que fiz na vida, inclusive te libertar, eu fiz me apoiando nas palavras de Mitra. Elas me forjaram, Akuji. Me fizeram quem sou...

-Então? _Akuji não conteve sua curiosidade.

-Durante esse período, ele sempre me falou destes campos. Sua beleza, seu perfume e sua força que resiste aos séculos. A maior prova de que nosso senhor existe e vigia nossos passos. Este lugar foi descrito a mim como um pedaço do paraíso para o qual serei enviado, ao fim de meu tempo. E eu o visitei tantas vezes em meus sonhos, que até o cheiro me é familiar. Meu pai me trazer aqui um dia; Dizia que estes campos sobreviveriam às guerras, e que me traria aqui, para conhecer os moldes perfeitos, feitos pelas mãos de Mitra... _Balthus se calou por um tempo, e então prosseguiu. –E eu estou aqui, mas não ao lado de meu pai, e sim fugindo dele.

O silêncio novamente se instaurou, até ser quebrado por Elen
.
-Bem ou mal, ele lhe trouxe aqui. _Intrometeu-se a jovem, ironizando o fato de que os três só estavam percorrendo aquelas terras, para fugir dos soldados do Comandante Dion, pai de Balthus.

Balthus esboçou um leve sorriso entreolhando seus companheiros. Akuji, de cima de seu cavalo, bateu firme no ombro do soldado e o apertou, como um sinal de respeito a sua dor.

-Se acredita realmente na existência de seu Deus, meu amigo, não deixe que seus problemas se coloquem sobre suas costas em um momento como este.

Apoiando-se nas palavras de seus companheiros, para tentar se erguer, Balthus agradeceu a ambos, não só pelo que disseram, mas por estarem ao seu lado. Os três continuaram a guiar suas montarias rumo ao sol, que refulgia sobre a vasta planície; as mais belas daquela grande província, que acabariam por ceder lugar as mais nefastas. Um imenso campo infértil e degradado pela morte, que contrastava com aquele paraíso perdido, se escondia atrás dos montes longínquos.

(...)

NOTA: Os campos dourados de Poitain, também conhecido como campos sagrados, é uma das maiores belezas da província, ou talvez da inteira Aquilonia. Reza a lenda que Epemitreus, o antigo profeta de Mitra, abençoou aqueles vastos campos durante seu tempo, e que isso os tornaram belos e férteis por toda a eternidade. No entanto, aquela beleza natural também trouxe desgraça, pois acabou se tornando o principal motivo de uma guerra que quase dilacerou aquelas terras. Os campos foram reclamados como território Zíngaro há algumas décadas atrás, e uma guerra campal teve início, onde a Zíngara, mesmo com a vitória, acabou abrindo mão das terras. Os belos campos férteis foram divididos - O trecho sul, onde a guerra se instaurou, ficou conhecido como o canto dos crânios, marcando a fronteira norte da Zíngara. Enquanto o trecho norte, intocado pela guerra, preserva sua beleza, que fora poupada pelo avanço Zíngaro.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Diário da 4ª Sessão (Capítulo 1 - Attasia; Parte Final)

ATO 25 – UMA PERIGOSA SOLUÇÃO
Zafar finalmente retornou das montanhas, e com notícias que preocupariam a nobreza Attasiana. O Shemita atravessou os campos de cultivo rumo a mansão, para encontrar Arcadio no salão principal. O jovem havia acabado de retornar de uma conversa estressante com seu pai. Zafar explicou que encontrou um ponto cego nas montanhas, por onde os Pictos estariam chegando a Attasia. Ao que parece, a oeste das montanhas, as selvas Pictas se conectavam aos seus pés. Os Pictos não chegavam as montanhas pelas planícies, mas pelas próprias selvas, e por isso não eram percebidos até estarem lá. Preocupado, Arcadio levou Zafar ao terraço para encontrar Akuji, que viajava a mansão lá de cima. O filho do Conde conversou com o homem negro, sobre o lugar de onde ele chegou até a Zíngara.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Diário da segunda sessão- Capitulo 1- Attasia, parte 3

ATO 16- PÃO E CIRCO
Tensão definia o clima do anfiteatro. O lugar estava lotado, e todos estavam calados apenas aguardando. Arcadio, assim como Bartolo e todo elenco da peça estavam atrás das pilastras que antecediam a área onde ocorreria a apresentação. Arcadio se concentrava para seu discurso, quando Bartolo anunciou ao jovem que um pequeno grupo de insatisfeitos se manifestavam do lado de fora do anfiteatro. Os pães de Adolphus chegaram, e, quando isso foi informado a Arcadio por um guarda, o filho do Conde finalmente mostrou sua face para todos os presentes, sentados impacientemente nas arquibancadas.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

A Trombeta dos Desesperados

Cena da minha campanha de Conan RPG. Aconteceu há algumas sessões atrás, mas recordar é viver!

Furtivamente, Arcadio aproveitou que a paliçada se conectava a torre, para ganhar um acesso às escadas de madeira em seu interior e seguir até o topo. O som ensurdecedor dos tambores de guerra e dos gritos agonizantes de soldados e bárbaros abafaram seus passos, o que fez com que os dois Pictos, que se estabeleciam na torre, sequer o percebessem. Os corpos dos desafortunados soldados que ali vigiavam, estavam jogados ao chão com as gargantas cortadas de orelha a orelha. A trombeta estava ao lado do corpo de um dos soldados, e ela precisava ser soada, para que o reforço de cem homens que aguardava em uma comunidade de madeireiros a 200 metros do Forte pudesse chegar. Este era o sinal que eles esperavam...

O oficial não perdeu tempo e, rapidamente, atravessou com sua espada o corpo nu de um dos bárbaros em um golpe covarde desferido por trás. Quando o Picto tombou sem vida, o outro, cuja única vestimenta era uma tanga de couro animal, sacou duas machadinhas de osso presas em sua cintura e pulou aos gritos contra Arcadio. Rápido e ágil como uma pantera, o bárbaro anulou a esgrima precisa do nobre, fincando uma de suas machadinhas em seu ombro esquerdo. Antes mesmo que Arcadio pudesse aproveitar a distância encurtada, o nativo abaixou-se e fincou-lhe a outra machadinha em sua coxa, quase ao mesmo tempo em que removeu a primeira do seu ombro, dando espaço para que o sangue corresse pelo braço.

Com o ombro e a coxa ardilosamente feridos, Arcadio usou seu último fôlego para fazer a finta perfeita, provocando um deslize na movimentação do bárbaro. O momento foi primorosamente aproveitado, e a lâmina da espada longa precisa em um corte feito no ventre do inimigo, um corte que, por tão profundo, lhe expôs as tripas. No entanto, aquecido pelo calor da batalha, o bárbaro continuou em combate, utilizando apenas uma de suas machadinhas. A outra fora atirada ao chão, para que sua mão livre pudesse pressionar seus intestinos dentro do seu corpo.

Cansado, ferido e desestabilizado pela vontade de seu inimigo, o oficial do Forte Thandara apenas caminhava para trás, enquanto o Picto se aproximava com uma mão no ventre e a outra balançando a primitiva machadinha pelo ar, tentando caçar o pescoço desprotegido do oficial. Quase na beirada da torre, Arcadio teria caído, se o zunido de uma flecha aliada não tivesse anunciado sua salvação. Zafar, diretamente do campo de batalha, atirou uma flecha certeira no alto daquela torre, impactando-a no peito do nativo que, sem forças caminhou para trás, caindo do alto da torre e se espatifando no chão de terra batida do outro lado da paliçada. Arcadio correu e agarrou-se a trombeta, mas não a soprou ainda, afinal, jamais conseguiriam ouvi-la a 200 metros do Forte, se os tambores de guerra, tocados por seus inimigos em frenesi, não fossem cessados..

Sentou-se na torre ao lado dos cadáveres, e apenas rezou a Mitra, pedindo que o deixasse viver para soar o pedido desesperado de ajuda, quando os arqueiros da paliçada conseguissem anular o som dos tambores. Se é que eles também viveriam para isso...

terça-feira, 10 de junho de 2014

Diário da segunda sessão- Capitulo 1- Attasia, parte 2.

ATO 10- AMANHECE NO CONDADO

Na estalagem das sete velas, Elen acorda cedo, mas não para tomar o desjejum. A jovem passa pelo estalajadeiro, e segue para ajudar Zelia a picar os legumes da refeição diária (o homem a observa ajudando, e resolve não se meter). A jovem Zelia é uma menina bem humorada e falante. Ela não consegue conter sua boca nem por um minuto. Enquanto Elen a auxilia na cozinha da estalagem, a garota comenta sobre diversos assuntos mundanos, que passam despercebido por Elen, cujo corpo estava lá na cozinha, mas a mente em outro lugar...

Elen teve um misterioso sonho nesse último mês em que passou em Culario (Poitain). Nesse sonho, ela ouvia a voz de um homem a chamando. Uma voz leve, porém imponente. Elen seguia a voz no sonho, mas não chegava a lugar algum. Ao acordar, a jovem estava prestes a descer pela escada da estalagem em que passara a fatídica noite. Pode parecer loucura, mas o corpo de Elen realmente seguiu a voz que a chamava em seus sonhos. Pode não ter passado de um sonho, mas Elen se pega pensando frequentemente nisso.

domingo, 8 de junho de 2014

A Fortaleza Perdida de Nebamumn

A noite ainda não havia chegado do lado de fora, mas bastou que passassem pela porta de ferro negro, cujo ranger ecoou vigorosamente, para perceberem que, dentro da Fortaleza arruinada, a noite já havia se estabelecido. Na verdade, a noite não parecia deixar aquele lugar há séculos. A escuridão era intensa, mas superficialmente dissipada pela luz pálida do fim da tarde, que entrava pela porta principal e iluminava o assoalho de pedra. Hassib tomava a vanguarda e guiava todos os seus companheiros ao interior da câmara sombria. O céu rubro que predominava sobre aquelas imponentes montanhas, agora era ocultado pela negridão do interior de uma ancestral construção de pedra, que tanto resistiu ao ímpeto do tempo, no coração daquele que é chamado de "O Deserto Morto".


Todos entraram um a um, até preencherem o misterioso salão, que, apesar de grande, não possuía mobília alguma. Suportes escoriados de madeira e pilastras dilapidadas sustentavam o teto, cuja poeira que caía, mais parecia o preludio de um suposto desabamento. Os nômades especulavam aos sussurros, mas bastava o mais serene suspiro, para causar ecos nos corredores silenciosos. Já Yara permanecia calada, e observa tudo com um semblante inexpressivo. Ela parecia encarar o local com uma seriedade maior do que a do próprio Wallid. Quando questionada por Ayisha, respondia com o silêncio. Enquanto isso, os demais agiam. Cada um deles acendeu sua tocha, iluminando por completo o local, que não revelava detalhes maiores do que a densidade da poeira que se espalhava por cada minúcia da construção O receio era unanime e indistinto, mas não maior do que a ambição, portanto, a passos lentos, todos prosseguiram rumo as trevas.

Tema: 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

ATO 1- FORJADOS PELA BATALHA

Relatos de uma campanha no universo do Conan, usando o sistema Conan RPG.

Dia 11 de Válica (Mês 07 ; Abutre ; Equinócio de Outono) de 1163

ATO 1- FORJADOS PELA BATALHA

Temendo que seu influente pai colocasse guardas nas estradas a fim de sua captura, Balthus não teve outra escolha, senão contornar as perigosa fronteiras oeste.  Os pequenos distritos da fronteira oeste são as únicas coisas que separam a Aquilônia da região selvagem e feroz dos Pictos. Um lugar degradado, sujo, humilde e perigoso... Perigoso demais até mesmo para os supostos guardas que estavam em sua cola transitarem. Balthus sabia que aquela região, apesar de levemente populosa por homens tão civilizados quanto ele, poderia se revelar mais perigosa do que viajar pelas estradas ao sul de Velucia, conhecidas por seu pai. No entanto, ele sabia como se movimentar naquelas terras, sabia onde estaria “seguro” e onde sua vida correria risco constante, Além do mais, aquele homem que caminhava ao seu lado, cujo nome era Akuji, parecia usar bem a lança que carregava.